Se você olhou para sua nota fiscal em janeiro ou fevereiro de 2026 e notou siglas diferentes, não se assuste. A Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132), que foi debatida por anos, entrou oficialmente em sua fase prática.
Mas, ao contrário do que muitos pensam, a mudança não acontece “da noite para o dia”. O modelo aprovado pelo Congresso prevê um período de transição de 7 anos, desenhado para que empresas e governo se adaptem sem choques bruscos no caixa.
Para ajudar você a navegar por essa “sopa de letrinhas”, a equipe da Contabilidade Diplomata preparou este cronograma da reforma tributária detalhando o que muda (e quando muda) na sua operação.

Fase 1: O “Ano de Teste” (Estamos Aqui)
Período: 2026
Este é o momento atual. O objetivo do governo em 2026 não é arrecadar mais, mas sim “calibrar” os sistemas. Por isso, os impostos antigos continuam valendo, mas começamos a pagar os novos tributos com alíquotas simbólicas apenas para teste operacional.
- O que entra: Começa a cobrança da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) com alíquota de 0,90% e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) com alíquota de 0,1%.
- O que fica: PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI continuam sendo cobrados normalmente, sem alteração de alíquota.
- Na prática: O valor pago de CBS e IBS será compensado nos tributos federais (PIS/COFINS), evitando que sua carga tributária total aumente agora.
Fase 2: O Fim dos Tributos Federais Antigos
Período: 2027 e 2028
A partir do ano que vem, a reforma acelera. O foco será a substituição definitiva dos impostos federais.
- Extinção do PIS e COFINS: Eles deixam de existir em 2027.
- Entrada da CBS Cheia: A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) assume seu papel principal, com alíquota de referência projetada em 8,70% (podendo variar conforme regulamentação final).
- IPI Reduzido: O Imposto sobre Produtos Industrializados terá suas alíquotas reduzidas a zero (exceto para produtos que tenham incentivos na Zona Franca de Manaus).
Em resumo: em 2027, a complexidade federal diminui drasticamente.
Fase 3: A Transição dos Estaduais e Municipais
Período: 2029 a 2032
Esta é a fase mais longa e delicada, pois envolve o ICMS (Estadual) e o ISS (Municipal). Para não quebrar os estados e municípios, a substituição pelo novo IBS será feita em degraus.
A cada ano, as alíquotas do ICMS e ISS diminuem, enquanto a do novo IBS aumenta proporcionalmente:
- 2029: Você pagará 90% da alíquota antiga de ICMS/ISS e 10% do novo IBS.
- 2030: A proporção muda para 80% do antigo e 20% do novo.
- 2031: Cai para 70% do antigo e sobe para 30% do novo.
- 2032: Reta final com 60% do antigo e 40% do novo.
2033: A Virada de Chave Definitiva
A partir de 2033, o sistema antigo é enterrado. PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS deixam de existir.
Sua empresa lidará basicamente com o IVA Dual (CBS Federal + IBS Estadual/Municipal) e, em casos específicos, com o IS (Imposto Seletivo), que incidirá sobre produtos nocivos à saúde ou meio ambiente.
O Impacto na Sua Gestão (E como a Diplomata te ajuda)
Sabemos que olhar para essas datas e alíquotas pode gerar ansiedade. “Será que vou pagar o imposto certo? Será que vou ser multado por erro de cálculo?”
A boa notícia é que você não precisa decorar essa tabela.
A Contabilidade Diplomata, com seus mais de 40 anos de experiência, já está preparada para este cenário.
- Sistemas Parametrizados: Nossos softwares já estão rodando com as regras de 2026 (CBS 0,90% e IBS 0,1%).
- Monitoramento Constante: Acompanhamos cada nova instrução normativa da Receita para ajustar sua operação antes que a regra entre em vigor.
- Consultoria Estratégica: Mais do que gerar guias, estamos analisando o impacto dessas mudanças na sua margem de lucro e precificação.
A transição tributária é um desafio para o Brasil, mas para os clientes da Diplomata, é apenas mais uma etapa que venceremos com segurança e organização.
Ficou com dúvida sobre alguma sigla na sua nota fiscal deste mês? Fale com nossa equipe tributária.

